Eu admirava um jornalista do mercado. Achava ele um cara legal, competente, profissional. Formei minha opinião baseada na sua postura em coletivas, eventos, festas. Sempre nos encontrávamos. Na verdade, nunca parei para ler um texto dele.
O jornalista começou a trabalhar comigo. Passei a ler os textos dele. Textos bons, gostei. Textos diretos, claros, com uma pitada de criatividade, e até de graça. Mas, de perto, percebi uns cacoetes do jornalista.
Ele tinha algumas posturas que eu não admirava, mas também não condenava. Tipo ir a palestras sem interesse para ganhar presentes. Daí, comecei a perceber outros cacoetes, esses sim que eu condenava.
Tipo, não entrevistar uma empresa porque, no passado, a empresa não o convidou para uma viagem. Que raio de profissional é esse?
Agora fiquei com birra do jornalista. Ele continua sendo uma pessoa legal. É bacana para ir em festas, para tomar um café, para conversar. Mas no momento que eu trabalho qu ase 12hs por dia, não aceito uma pessoa que deixa de fazer entrevistas por motivos pessoais.Se ele não faz a entrevista, fica uma entrevista a mais para eu fazer. Injusto.
Ele agora está longe de ser o profissional que eu admiro.
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